Guia de Visita
BLACK WATCH
O Blackwatch de 1975 foi um produto icónico da Sinclair pelas piores razões – um dos primeiros falhanços comerciais que criou sérias dificuldades à empresa.
Trata-se de um relógio digital, numa estrutura de plástico moldado e com um écran de 5 leds.
A inovação com o mesmo adveio da sua maior limitação e que se prendia com o consumo de energia. Derivado desse aspeto, o relógio estava permanentemente “desligado” e ativava-se pressionando um botão para ver as horas e minutos ou outro para os minutos e segundos. Supostamente foi produzido em três versões: cinzento, preto e um outro cinzento que apresentava também a data.
A lista de problemas é longa e engloba coisas como:
- A eletrónica era facilmente destruída por eletricidade estática da roupa o que contribuiu para inúmeros problemas mesmo na fábrica.
- O relógio desacertava facilmente com variações de temperatura.
- As baterias eram difíceis de substituir e duravam apenas uns dias.
- Os botões nem sempre funcionavam bem, fazendo por vezes com que as baterias explodissem.
- A montagem era extremamente complexa, até para os próprios trabalhadores da Sinclair.
Tudo isto contribuiu para uma enorme percentagem de relógios devolvidos ao ponto de surgir o mito de que havia mais devolvidos do que produzidos.
Com uma equipa pequena dedicada às reparações e devoluções, passaram-se anos sem conseguir resolver o problema de alguns clientes.
Por tudo isto, a empresa teve resultados negativos apesar dos mais de 5M£ de faturação. A falência foi evitada com a intervenção do governo e a entrada do NEB (National Economic Board) no capital e dia-a-dia da empresa.